LGPD & Proteção de Dados

Publicação de Fotos de Crianças em Redes Sociais Governamentais

Equipe Unyflex · 22 de May de 2026 · 2 min de leitura

Fotos de crianças em uma creche municipal, na entrega de material escolar ou em uma campanha de vacinação geram engajamento e mostram a política pública funcionando. Mas envolvem o público mais sensível de todos. A LGPD e o ECA exigem cuidado máximo — e a regra prática é simples: na dúvida, proteja.

O melhor interesse da criança vem antes do engajamento

A LGPD determina que o tratamento de dados de crianças e adolescentes seja feito em seu melhor interesse. Nenhuma meta de alcance justifica expor um menor a riscos. Esse princípio orienta toda decisão de publicação.

Consentimento específico dos responsáveis

Para crianças (até 12 anos), a regra geral é o consentimento específico e destacado de pelo menos um dos pais ou responsável. Tenha um termo próprio, separado das autorizações gerais do evento.

Técnicas de proteção

  • Prefira fotos que não identifiquem individualmente (de costas, de longe, em grupo).
  • Use desfoque em rostos quando a identificação não for necessária.
  • Nunca publique dados que localizem a criança (escola + horário + rotina).

O que nunca publicar

  • Crianças em situação de vulnerabilidade, acolhimento ou medida socioeducativa.
  • Dados de saúde de menores.
  • Informações que permitam rastrear a localização da criança.

Fluxo seguro para a equipe

Crie um checkpoint: antes de publicar qualquer imagem com menores, alguém confirma se há autorização, se a identificação é necessária e se não há risco. Esse "freio" simples evita a maioria dos problemas.

Perguntas frequentes

Posso publicar foto de criança com autorização da escola?

A autorização deve ser dos pais ou responsáveis legais. A escola pode intermediar a coleta, mas o consentimento é da família.

Desfocar o rosto resolve?

Ajuda muito quando a identificação não é necessária, mas avalie também o contexto: outros elementos podem identificar a criança.

E imagens de formatura ou eventos escolares?

Trate com consentimento dos responsáveis e bom senso. Imagens em grupo, sem destaque individual, oferecem menor risco.

Conclusão

Com crianças, a régua é a mais alta possível: consentimento dos responsáveis, minimização da identificação e foco no melhor interesse do menor. Uma boa imagem nunca vale o risco de expor uma criança — e a comunicação pública responsável sabe disso.

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